terça-feira, setembro 09, 2003
Momento Eu Adoro O Homem-de-Lata
Música do dia (de ontem): AMERICA - "Tin Man"
Ontem tocou essa música numa rádio soft-rock-farofa-velho, e até que ela não é das piores. Bem cara de domingo à tarde quando ensolarado, enfim. Foi o título dela que me levou a fazer este post homenageando o personagem que busca um coração no Reino de Oz, o meu personagem favorito desta história.
Quando pequena, nunca tinha dado muita bola para o filme "O Mágico de Oz". Na verdade, eu era uma pirralha muito da arrogante que nunca dava bola para os clássicos filmes "infantis" - com exceção de "Mary Poppins" (um de meus filmes favoritos e um dos que eu mais vi durante a meninice, se não foi O Mais Visto), dos desenhos da Disney ("Alice", "Bela Adormecida", "Branca de Neve"... na maioria das vezes eu era fã das vilãs, poderosas e resolvidas), e dos filmes do John Hughes. Até ver este clássico pela primeira vez.
Sempre quis ter uma meia assim. Meias de bruxa rocks!
Além do que o povo já tá careca de saber, como a lenda (ou não?) do disco "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd ser cronometrado com os acontecimentos do filme, o que até hoje deixa muita gente curiosa, considero este como um exemplo de como se fazer um grande filme a partir de um livro de criança. Mesmo com os problemas no decorrer de sua produção (tiveram 3 diretores diferentes durante as filmagens, porque ninguém levava muita fé no sucesso deste, dentre outras discussões), ele é bem-sucedido em
efeitos especiais, muitíssimo bem feitos (olha que eu vi o DVD, em câmera lenta nas cenas de efeitos e até hoje só consegui ver o cabo que balançava o rabo do Leão aparecendo, mas foi didícil de localizar mesmo assim), na moderninha divisão do filme em preto-e-branco quando no Kansas e coloridíssimo em Oz (ah, o filme é de 1939!!!)... Aliás a coloração em Technicolor é um espetáculo à parte, dando um aspecto ainda mais fantasioso à trama. Em especial da maquiagem, também excelente, da Malvada Bruxa do Oeste, que é de dar medo. Feliz e melancólico, colorido e amedrontador, suave e violento, é um filme que não trata os pequerruchos como idiotas, mas não deixa de ser fofinho; e que mesmo com uma mensagem de busca da bondade/inteligência/coragem em você mesmo, não deixa de mostrar que você poderá encontrar no meio desse caminho pessoas que poderão querer te prejudicar, ou que fazem promessas que não poderão cumprir. Ou seja, como bem disse Capitão Planeta, "O Poder é de Vocês!" no final das contas.
A feiosa Bruxa do Oeste e um de seus capangas, o Macaquinho de Asas!
E aí chegamos ao Homem de Lata. Apesar da graça do Espantalho e da carência do Leão, que nos deixam com vontade de pô-los no colo e dizer que está tudo bem ser do jeito que eles são, a doçura do enferrujado é imbatível. Como é que ele consegue, mesmo sem ter coração, ser tão amável e fofo? Essa ironia só torna sua figura meiga ainda mais irresistível.
Os heróis prestes a encarar o Mágico Gaiato...
Muitas vezes gostamos de certos personagens por haver uma identificação, ou porque eles fazem algo que nunca teríamos coragem de fazer. No meu caso com ele, confesso que não sei qual seria a verdadeira razão. Será que é porque eu ainda não consegui o "meu coração"? Ou porque, pelo contrário, sou amorosa até demais? Já fui (tenho certeza disso) uma pessoa menos sentimental do que sou agora, mas ao mesmo tempo acho que ainda falta muito pra mim, pra ser uma pessoa mais carinhosa. Continuo muito cínica,
claro, minha maior qualidade e maior defeito. Mas, talvez tenha sido figuras como o próprio Homem de Lata que tenham me convencido que podemos ser mais do que meros críticos/cômicos do mundo e de nós mesmos. Ternura também é bem-vinda, com as devidas proporções. Os exageros é que são prejudiciais, assim como a total eliminação de um sentimento, seja ele qual for.
Acaba que nem sei o nome do ator que interpretou o Homem de Lata! Nem sei se fez mais algum filme que eu tenha visto. Fica a intenção da homenagem.
P.S.
Cabe a mim também lembrar que na insólita aventura "Os Trapalhões e o Mágico de Oróz" quem interpretou o Homem de Lata foi o nosso mais que querido Mussum. Numa fantasia que mais parecia uma tina, o melhor momento do filme é quando os outros trapalhões vão lubrificá-lo e ele implora para que seja feito com cachaça ao invés de óleo!
Uma das grandes teorias de botequim daqui de Petró é a relação entre o Mussum e o grande número de pessoas entre 20 e 30 anos com problemas com bebida, influenciadas pelas "mensagens subliminares de teor alcoólico" nos programas dos Trapalhões.
Ainda assim prefiro ter sido influenciada pelo Mussum que pelo Didi...
Música do dia (de ontem): AMERICA - "Tin Man"
Ontem tocou essa música numa rádio soft-rock-farofa-velho, e até que ela não é das piores. Bem cara de domingo à tarde quando ensolarado, enfim. Foi o título dela que me levou a fazer este post homenageando o personagem que busca um coração no Reino de Oz, o meu personagem favorito desta história.
Quando pequena, nunca tinha dado muita bola para o filme "O Mágico de Oz". Na verdade, eu era uma pirralha muito da arrogante que nunca dava bola para os clássicos filmes "infantis" - com exceção de "Mary Poppins" (um de meus filmes favoritos e um dos que eu mais vi durante a meninice, se não foi O Mais Visto), dos desenhos da Disney ("Alice", "Bela Adormecida", "Branca de Neve"... na maioria das vezes eu era fã das vilãs, poderosas e resolvidas), e dos filmes do John Hughes. Até ver este clássico pela primeira vez.
Sempre quis ter uma meia assim. Meias de bruxa rocks!
Além do que o povo já tá careca de saber, como a lenda (ou não?) do disco "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd ser cronometrado com os acontecimentos do filme, o que até hoje deixa muita gente curiosa, considero este como um exemplo de como se fazer um grande filme a partir de um livro de criança. Mesmo com os problemas no decorrer de sua produção (tiveram 3 diretores diferentes durante as filmagens, porque ninguém levava muita fé no sucesso deste, dentre outras discussões), ele é bem-sucedido em
efeitos especiais, muitíssimo bem feitos (olha que eu vi o DVD, em câmera lenta nas cenas de efeitos e até hoje só consegui ver o cabo que balançava o rabo do Leão aparecendo, mas foi didícil de localizar mesmo assim), na moderninha divisão do filme em preto-e-branco quando no Kansas e coloridíssimo em Oz (ah, o filme é de 1939!!!)... Aliás a coloração em Technicolor é um espetáculo à parte, dando um aspecto ainda mais fantasioso à trama. Em especial da maquiagem, também excelente, da Malvada Bruxa do Oeste, que é de dar medo. Feliz e melancólico, colorido e amedrontador, suave e violento, é um filme que não trata os pequerruchos como idiotas, mas não deixa de ser fofinho; e que mesmo com uma mensagem de busca da bondade/inteligência/coragem em você mesmo, não deixa de mostrar que você poderá encontrar no meio desse caminho pessoas que poderão querer te prejudicar, ou que fazem promessas que não poderão cumprir. Ou seja, como bem disse Capitão Planeta, "O Poder é de Vocês!" no final das contas.
A feiosa Bruxa do Oeste e um de seus capangas, o Macaquinho de Asas!
E aí chegamos ao Homem de Lata. Apesar da graça do Espantalho e da carência do Leão, que nos deixam com vontade de pô-los no colo e dizer que está tudo bem ser do jeito que eles são, a doçura do enferrujado é imbatível. Como é que ele consegue, mesmo sem ter coração, ser tão amável e fofo? Essa ironia só torna sua figura meiga ainda mais irresistível.
Os heróis prestes a encarar o Mágico Gaiato...
Muitas vezes gostamos de certos personagens por haver uma identificação, ou porque eles fazem algo que nunca teríamos coragem de fazer. No meu caso com ele, confesso que não sei qual seria a verdadeira razão. Será que é porque eu ainda não consegui o "meu coração"? Ou porque, pelo contrário, sou amorosa até demais? Já fui (tenho certeza disso) uma pessoa menos sentimental do que sou agora, mas ao mesmo tempo acho que ainda falta muito pra mim, pra ser uma pessoa mais carinhosa. Continuo muito cínica,
claro, minha maior qualidade e maior defeito. Mas, talvez tenha sido figuras como o próprio Homem de Lata que tenham me convencido que podemos ser mais do que meros críticos/cômicos do mundo e de nós mesmos. Ternura também é bem-vinda, com as devidas proporções. Os exageros é que são prejudiciais, assim como a total eliminação de um sentimento, seja ele qual for.
Acaba que nem sei o nome do ator que interpretou o Homem de Lata! Nem sei se fez mais algum filme que eu tenha visto. Fica a intenção da homenagem.
P.S.
Cabe a mim também lembrar que na insólita aventura "Os Trapalhões e o Mágico de Oróz" quem interpretou o Homem de Lata foi o nosso mais que querido Mussum. Numa fantasia que mais parecia uma tina, o melhor momento do filme é quando os outros trapalhões vão lubrificá-lo e ele implora para que seja feito com cachaça ao invés de óleo!
Uma das grandes teorias de botequim daqui de Petró é a relação entre o Mussum e o grande número de pessoas entre 20 e 30 anos com problemas com bebida, influenciadas pelas "mensagens subliminares de teor alcoólico" nos programas dos Trapalhões.
Ainda assim prefiro ter sido influenciada pelo Mussum que pelo Didi...