<$BlogRSDUrl$>

terça-feira, fevereiro 03, 2004

MOMENTO CIÊNCIA HOJE
(mais um post sobre como o tempo passa rápido)

E lá vamos nós. Até mesmo anúncios de cartão de crédito dos fazem acreditar que fazemos pouco uso de nosso tempo. Porém, nem todos têm o limite de crédito bom o bastante para "aproveitar" a vida do jeito que eles querem, infelizmente... :oP
Brincadeiras à parte, acho que há um consenso geral de que temos a impressão de que o tempo está passando mais rápido agora do que "antes". No meu caso, quando era criança. Não se trata de mera nostalgia. Talvez seja o fato de que, quando somos pequenos,
nossa memória (como se fosse a de um computador mesmo) ainda está vazia, então qualquer dado tem espaço de sobra para ser guardado. E baseado nestas informações, as primeiras impressões que temos deste lugar que vivemos, é que agimos para o resto de
nossas vidas. A não ser, claro, que surja algo durante nossa vivência que nos faça rever tudo o que registramos (como uma doença, uma quase-morte da própria pessoa ou a morte de uma pessoa significativa, um grande amor, uma religião ou um processo terapêutico
levado à sério). Enquanto nada disso acontece, ou se acontece mas não altera em nada a sua pessoa, sua memória vai ficando cheia com o acúmulo de infos, e você não faz a devida "faxina" (estimulada por esta experiência que mudou a sua vida), começando
a achar que a sua "memória não é mais a mesma". Não é à toa, então, que o tempo passa e muita gente nem lembra mais do que almoçou ontem, ao mesmo tempo em que se lembra da data de quando tomou sua primeira vacina anti-rábica após ter sido mordida por um dobermann da vizinha no mesmo dia em que teria uma competição na escolinha de natação, e que não pôde participar devido à mordida.
Mas e se, de fato, o tempo está passando tão rápido e com tantas informações diferentes acontecendo para ser assimilada neste tempo tão curto que acabamos deixando de lado os detalhes, primeiramente os recentes (como o que almoçamos ontem), e dependendo da pessoa e de sua memória, até mesmo "pedaços" de lembranças marcantes (refiro-me aqui à coisas realmente marcantes na infância de uma pessoa). Assim, a pessoa ainda lembrará que no dia da prova da escolinha de natação ela não pôde ir porque foi mordida por um cachorro da vizinha, mas não se lembrará mais da data correta.
A noção que cada pessoa tem em relação ao passar do tempo é polêmica. Conheço várias pessoas que acham isso uma grande bobagem, que é ilusão: o tempo passa mais rápido porque temos mais coisas para fazer, dormimos mais tarde e não precisamos acordar tão
cedo como antigamente, pra "aproveitar a luz do sol". A luz elétrica, os canais de TV 24 horas por dia e a internet nos dão algo mais a fazer cada vez mais tarde aumentando nossa "insônia cultural", que logo acaba modificando nosso relógio biológico de vez.
Não acho que hoje em dia tenhamos mais trabalho a fazer que antigamente, porque podemos ter muito serviço, mas também temos máquinas cuja função é nos auxiliar, agilizar este serviço. Então, em compraração à épocas em que o trabalho e o auxílio eram
diferentes, as pessoas da época também tinham bastante trabalho, só eram diferentes dos de hoje em dia. Então, em matéria de esforço, minha opinião é que "antigamente" e "hoje em dia" estão elas por elas. Mesmo porque, por serem diferentes, nem tem muito como
medir esta diferença, para bem ou mal, melhor ou pior.
Resumindo, isso então não é desculpa para que o tempo passe tão rápido por nós. Também não vale colocar os dias que demoram a passar ou passam muito mais rápidos por motivos pessoais (por ser um dia péssimo ou um dia muito bom).
Certa vez, na palestra de um filósofo muito famoso (não coloco aqui o nome porque não vem ao caso e não encontrei ninguém que tenha ido à mesma para confirmar esta informação), ele discorreu pelo que entendi ser o medo que temos do tempo passar cada vez mais rápido. E, segundo ele, este medo é REAL, porque não é mera impressão, o tempo realmente está passando cada vez mais rápido. Tem gente que diz, mais precisamente, que o dia na Terra, atualmente, tem apenas 17 horas, em
comparação ao que era antes. Claro que não temos como provar isso porque medimos o tempo por relógios, que estão trabalhando mais rápido devido à esta aceleração.
Só sei que só de saber que podemos estar vivendo 7 horas a menos de nossa vida por dia já me deixou apavorada. Mas confesso que não sei exatamente o porquê do desespero. Seria medo de envelhecer? De morrer? Não sei qual é o motivo, mesmo.
Mas comecei a pensar em outras coisas. E se essa alteração fosse apenas na rotação e não na translação do planeta? Então teríamos uma divertida hipótese para as alterações climáticas. Tudo bem que todo mundo sabe que o homem é o maior responsável pela Terra estar o horror ambiental que está. Porém, se a Terra gira mais rápido, mas a Translação continua a mesma de sempre, acredito que as estações do ano estarão mais atrasadas. Ao menos aqui em Petrópolis, foi-se o tempo em que as estações do ano batiam certo com a época. Hoje em dia, a impressão que se tem é que as estações chegam com meses de atraso. Antes, usava casacos em Maio, ano passado, fui usá-los em Julho e Agosto...
Enfim, tudo isso pode ser mera impressão... ou não. Até mesmo porque de ciência não sei nada. Tudo neste post é especulação.
Ainda assim, podemos pensar como no anúncio de cartão de crédito: o que vamos fazer pra aproveitar essas 17 horas por dia? E o pior, o que faremos para compensar estas 7 horas diárias que perdemos?...Enfim, são 2562 horas perdidas ao ano!!
Isso se minhas contas estão corretas :oP

"It's Getting Better All the Time..."

Ao menos, é o que parece. Apesar de uma gripe-relâmpago que me derrubou no domingo, os dias têm sido lindos por aqui. Ontem, me dei ao luxo de tomar banho-de-chuva-de-verão à tarde (coisa eu não fazia à um bom tempo, devido ao meu trauma com São Pedro), com sol, chuva, só faltou mesmo o arco-íris pra fechar a tarde.
O muro daqui de casa parece ter sido consertado de vez, numa ousada operação que moveu políticos e aspirantes locais, o que parece milagre (e por isso, agradeço - mesmo sabendo que nenhum deles virá aqui ao blog). Também, mais um pouco e
estaríamos botando a boca no trombone, escrevendo pra jornais, mandando carta-bomba ao prefeito (é BRINCADEIRA, sr. Prefeito, pelamordedeus!)...
Imagine só, a patroa aqui baixando o barraco num destes programas "O Povo na TV"...
Enfim, está tudo perdoado. Acho.


This page is powered by Blogger. Isn't yours?