quarta-feira, fevereiro 25, 2004
WONDERFOOL FILM FESTIVAL!!
Em dois meses, consegui calcular uns 43 filmes vistos, até o momento. Mais do que esperava, menos do que realmente gostaria. Mas o mundo é injusto mesmo.
Tudo bem, alguns são reprise e outros não são exatamente lançamentos. Mas, se tivesse tempo, paciência e habilidade maior para escrever (e/ou "florear"), faria um merecido post para cada um deles. Mas não é o caso.
Então, passo correndo pelos filmes mais marcantes, pra bom ou pra mau. Aproveitem que esses (com a exceção de um, apenas) ainda estão fresquinhos, em cartaz!
"ADEUS, LÊNIN!": É um filmaço! Sensível e divertido, que te deixa com um sorriso melancólico nos lábios após o final do filme. Mas, ainda assim, é um sorriso, não? O quê???? Você ainda não viu??? Então, vá ver AGORA!!!
"ENCONTROS E DESENCONTROS": É um filmaço! Sensível e divertido, que te deixa com um sorriso melancólico nos lábios após o final do filme. Mas, ainda assim, é um sorriso, não? O quê???? Você ainda não viu??? Então, vá ver AGORA, também!!! (hehehe, acho que já perceberam que não estou inspirada...)
"DOGVILLE": Resisti horrores para encarar as 3 horas de "filme-experimental-do-diretor-criador-do-Dogma-95". Também, munida com tantos pré-conceitos como estava...
Porém, por mais chato que seja admitir, o filme é bom demais! Não cansa (e olha que ando muito sonolenta ultimamente ...:oP), e tá longe de ser chato, apesar de ser paradão.
É cruel, e é engraçadíssimo. Ou seja, bem como a vida... :oP Com esse, Lars Von Trier, antes de se mostrar "gênio" ou "inovador" ou mesmo "louco", mostrou-se principalmente, ser um cara com um excepcional senso de humor...
"MESTRE DOS MARES": Confesso que esse eu não vi direito, porque no dia eu tava derrubada por um anti-gripal, que me fez dormir em algumas partes. Mas Peter Weir é um bom diretor e Russell Crowe um bom ator, e ambos não deixam a peteca cair.
"O ÚLTIMO SAMURAI": Não gosto do Tom Cruise, e se fosse apenas por mim, nunca veria esse filme. Porém, me surpreendi. É um filme visualmente belo e Cruise se empenha. Tem algumas patuscadinhas, mas nada de muito comprometedor. A trilha é muito boa. E, se conseguiu surpreender, deve ser porque tem algo de bom nele, afinal.
"UM SHOW DE VERÃO": Sim, o da Angélica com o Huck. Devem estar achando que estou cada vez menos batendo bem da cabeça, mas vê-lo foi um bom exercício tanto para mim como para o Patrão: porque, gente, esse foi um dos piores filmes que já vi na vida!!!! Tudo nele é ruim, os atores, a história, a direção (não me diga, Moacyr Góes!!), as "participações especiais" (com exceção do Zé do Caixão, que é sempre gente fina)... tudo é sem graça, sem capricho, sem nada. É bom para lembrarmos o que é um filme ruim, de fato. Deus nos livre!!
"ESCOLA DE ROCK": A grande bobagem da vez! Sendo o "grande", no melhor sentido da palavra!! Filmes-de-rock são sempre divertidos, e esse é um filme super bacana, sem pretensão alguma além da de divertir, algo que o próprio rock foi algum dia. Jack Black, como sempre, está ótimo como uma espécie de "continuação" de Barry (do "Alta Fidelidade"), mostrando que continua sabendo bem do que está falando. É o tipo da coisa que só quem curte mesmo é que entende (inclusive, certa hora ele faz piada da MTV, e claro que vibrei no cinema!). O melhor é o aspecto "loser" que o filme traz de volta ao rock, além de que musicalmente vai além do roquinho básico-que-sempre-vemos-em-filminhos-de-rock, tanto que Black ostenta um baita adesivo do Chemical Brothers na janela do quarto. Todas as crianças e pré-adolescentes deveriam vê-lo, como dever de casa!!! :oP
"ABAIXO O AMOR": O único da lista que foi visto em DVD. Na verdade, só tá aqui porque o filme é super style: o diretor é bacana (Peyton Reed, que também dirigiu "Teenagers - As Apimentadas" que, acreditem, é divertidíssimo!); o elenco melhor ainda (Ewan McGregor e Renée Zellweger bem no clima for fun do filme); e a direção de arte e figurino é tudibom, super charmosos, imitando as comédias românticas dos '60?s. A história é meio boba, vale mais pra quem passou a infância vendo as inocentes (mas não muito) comédias do parzinho Doris Day-Rock Hudson (como eu fiz, hehehe). Claro que aqui o filme é mais sacaninha que os originais, mesmo porque ninguém é de ferro. E qualquer um que me conhece quando vir a capa do filme vai saber logo porque o achei tão bunitim... chocolate, por favor!! :oP
E, o filme fofo da semana...
"PEIXÃO": Olha o McGregor aí de novo! Depois de até sonhar com o próprio Ewan após ter visto o filme (em circunstâncias não-eróticas, infelizmente), sinto-me na obrigação de nomear "PEIXE GRANDE" , o novo filme do Tim Burton, como o filme fofo do Carnaval 2004! Sim, sou fã do Tim, especialmente quando usa de seus artifícios visuais a favor do cinema, e não da "indústria" (nossa, que profundo isso! Até parece que sei do que estou falando! :oP). Exemplo disso foram as milhares de sessões de cinema seguidas que eu e meu irmão vimos de "Edward, mãos de Tesoura", há mais de década atrás.
MCGREGOR e o incrível carro voador???
Esse deve ser o filme mais "contido" de Tim Burton até hoje, que se mostra eficiente nas cenas dramáticas, sem usar do seu visual típico (em rápidos momentos dá pra esquecer que é um filme do Tim Burton, até que algo surpreendente aparece e você se liga). A trilha, mais uma vez de Danny Elfman(detalhes sobre ele no post sobre bandas dos '80?s), é bem sutil, mas ainda assim bela (e para quem não sabe, ainda conta com música inédita do Pearl Jam). A história, um "Forrest Gump surrealista", é baseada no livro de Daniel Wallace.
O elenco está muito bom: Albert Finney é um atorzão que tenho visto pouco por aí, infelizmente; Ewan McGregor (que faz Finney jovem), fica pequeno ante a grandiosidade de sua versão mais velha, mas continua carismático e fofim, claro!; Jessica Lange me impressionou com a sua beleza (nunca tinha dado muita bola pra ela antes); e ainda tem pontas de outras pessoas-certas-na-hora-certa, inclusive Steve Buscemi, que é um personagem-de-filme-de-Tim-Burton por si só, nem precisa de artifício algum :oP
O CAMPO de Narcisos: não é à toa que sempre colocam fotos desta cena na hora de divulgar o filme. Ela é liiiinda!
Coincidência ou não, é o terceiro filme de Burton sobre um "Ed" diferente (Finney/McGregor), que do seu jeito modifica a vida das pessoas, e nem faz muito para isso: já tínhamos o Ed Mãos de Tesoura e o diretor Ed Wood (Deus, quando esse vai sair em DVD??????) e assim como os anteriores foi um filme que me pegou aos poucos, mas que agora também chegou pra ficar. E nem sei explicar exatamente porquê... quer dizer, acho que é porque ele é sentimento puro, coisa cada vez mais em extinção nos filmes.
PARA não entregar todas as cenas-chave bonitas coloco essa aqui, também de grande significado no filme...
Com tantas cenas lindas (tem a da banheira; a dos narcisos; a do carro na árvore; a do tempo parando...) você fica tentado a se tornar um contador de causos também!... Mesmo porque, às vezes, só depende de você mesmo para criar esse "mundo ideal". Enfim, a parte fantasiosa do filme te deixa feliz, leve; e a parte "realista" te deixa nostálgico, melancólico. No final, ele faz o que promete: te deixa pensando se a vida seria melhor se pais e filhos não tivessem conflitos, se o mundo fosse um lugar onde tudo é possível e mágico e se o amor fosse algo eterno e inabalável. É isso aí: È tudo bonito e fantástico, mas também um filme muito sério.
Em dois meses, consegui calcular uns 43 filmes vistos, até o momento. Mais do que esperava, menos do que realmente gostaria. Mas o mundo é injusto mesmo.
Tudo bem, alguns são reprise e outros não são exatamente lançamentos. Mas, se tivesse tempo, paciência e habilidade maior para escrever (e/ou "florear"), faria um merecido post para cada um deles. Mas não é o caso.
Então, passo correndo pelos filmes mais marcantes, pra bom ou pra mau. Aproveitem que esses (com a exceção de um, apenas) ainda estão fresquinhos, em cartaz!
"ADEUS, LÊNIN!": É um filmaço! Sensível e divertido, que te deixa com um sorriso melancólico nos lábios após o final do filme. Mas, ainda assim, é um sorriso, não? O quê???? Você ainda não viu??? Então, vá ver AGORA!!!
"ENCONTROS E DESENCONTROS": É um filmaço! Sensível e divertido, que te deixa com um sorriso melancólico nos lábios após o final do filme. Mas, ainda assim, é um sorriso, não? O quê???? Você ainda não viu??? Então, vá ver AGORA, também!!! (hehehe, acho que já perceberam que não estou inspirada...)
"DOGVILLE": Resisti horrores para encarar as 3 horas de "filme-experimental-do-diretor-criador-do-Dogma-95". Também, munida com tantos pré-conceitos como estava...
Porém, por mais chato que seja admitir, o filme é bom demais! Não cansa (e olha que ando muito sonolenta ultimamente ...:oP), e tá longe de ser chato, apesar de ser paradão.
É cruel, e é engraçadíssimo. Ou seja, bem como a vida... :oP Com esse, Lars Von Trier, antes de se mostrar "gênio" ou "inovador" ou mesmo "louco", mostrou-se principalmente, ser um cara com um excepcional senso de humor...
"MESTRE DOS MARES": Confesso que esse eu não vi direito, porque no dia eu tava derrubada por um anti-gripal, que me fez dormir em algumas partes. Mas Peter Weir é um bom diretor e Russell Crowe um bom ator, e ambos não deixam a peteca cair.
"O ÚLTIMO SAMURAI": Não gosto do Tom Cruise, e se fosse apenas por mim, nunca veria esse filme. Porém, me surpreendi. É um filme visualmente belo e Cruise se empenha. Tem algumas patuscadinhas, mas nada de muito comprometedor. A trilha é muito boa. E, se conseguiu surpreender, deve ser porque tem algo de bom nele, afinal.
"UM SHOW DE VERÃO": Sim, o da Angélica com o Huck. Devem estar achando que estou cada vez menos batendo bem da cabeça, mas vê-lo foi um bom exercício tanto para mim como para o Patrão: porque, gente, esse foi um dos piores filmes que já vi na vida!!!! Tudo nele é ruim, os atores, a história, a direção (não me diga, Moacyr Góes!!), as "participações especiais" (com exceção do Zé do Caixão, que é sempre gente fina)... tudo é sem graça, sem capricho, sem nada. É bom para lembrarmos o que é um filme ruim, de fato. Deus nos livre!!
"ESCOLA DE ROCK": A grande bobagem da vez! Sendo o "grande", no melhor sentido da palavra!! Filmes-de-rock são sempre divertidos, e esse é um filme super bacana, sem pretensão alguma além da de divertir, algo que o próprio rock foi algum dia. Jack Black, como sempre, está ótimo como uma espécie de "continuação" de Barry (do "Alta Fidelidade"), mostrando que continua sabendo bem do que está falando. É o tipo da coisa que só quem curte mesmo é que entende (inclusive, certa hora ele faz piada da MTV, e claro que vibrei no cinema!). O melhor é o aspecto "loser" que o filme traz de volta ao rock, além de que musicalmente vai além do roquinho básico-que-sempre-vemos-em-filminhos-de-rock, tanto que Black ostenta um baita adesivo do Chemical Brothers na janela do quarto. Todas as crianças e pré-adolescentes deveriam vê-lo, como dever de casa!!! :oP
"ABAIXO O AMOR": O único da lista que foi visto em DVD. Na verdade, só tá aqui porque o filme é super style: o diretor é bacana (Peyton Reed, que também dirigiu "Teenagers - As Apimentadas" que, acreditem, é divertidíssimo!); o elenco melhor ainda (Ewan McGregor e Renée Zellweger bem no clima for fun do filme); e a direção de arte e figurino é tudibom, super charmosos, imitando as comédias românticas dos '60?s. A história é meio boba, vale mais pra quem passou a infância vendo as inocentes (mas não muito) comédias do parzinho Doris Day-Rock Hudson (como eu fiz, hehehe). Claro que aqui o filme é mais sacaninha que os originais, mesmo porque ninguém é de ferro. E qualquer um que me conhece quando vir a capa do filme vai saber logo porque o achei tão bunitim... chocolate, por favor!! :oP
E, o filme fofo da semana...
"PEIXÃO": Olha o McGregor aí de novo! Depois de até sonhar com o próprio Ewan após ter visto o filme (em circunstâncias não-eróticas, infelizmente), sinto-me na obrigação de nomear "PEIXE GRANDE" , o novo filme do Tim Burton, como o filme fofo do Carnaval 2004! Sim, sou fã do Tim, especialmente quando usa de seus artifícios visuais a favor do cinema, e não da "indústria" (nossa, que profundo isso! Até parece que sei do que estou falando! :oP). Exemplo disso foram as milhares de sessões de cinema seguidas que eu e meu irmão vimos de "Edward, mãos de Tesoura", há mais de década atrás.
MCGREGOR e o incrível carro voador???
Esse deve ser o filme mais "contido" de Tim Burton até hoje, que se mostra eficiente nas cenas dramáticas, sem usar do seu visual típico (em rápidos momentos dá pra esquecer que é um filme do Tim Burton, até que algo surpreendente aparece e você se liga). A trilha, mais uma vez de Danny Elfman(detalhes sobre ele no post sobre bandas dos '80?s), é bem sutil, mas ainda assim bela (e para quem não sabe, ainda conta com música inédita do Pearl Jam). A história, um "Forrest Gump surrealista", é baseada no livro de Daniel Wallace.
O elenco está muito bom: Albert Finney é um atorzão que tenho visto pouco por aí, infelizmente; Ewan McGregor (que faz Finney jovem), fica pequeno ante a grandiosidade de sua versão mais velha, mas continua carismático e fofim, claro!; Jessica Lange me impressionou com a sua beleza (nunca tinha dado muita bola pra ela antes); e ainda tem pontas de outras pessoas-certas-na-hora-certa, inclusive Steve Buscemi, que é um personagem-de-filme-de-Tim-Burton por si só, nem precisa de artifício algum :oP
O CAMPO de Narcisos: não é à toa que sempre colocam fotos desta cena na hora de divulgar o filme. Ela é liiiinda!
Coincidência ou não, é o terceiro filme de Burton sobre um "Ed" diferente (Finney/McGregor), que do seu jeito modifica a vida das pessoas, e nem faz muito para isso: já tínhamos o Ed Mãos de Tesoura e o diretor Ed Wood (Deus, quando esse vai sair em DVD??????) e assim como os anteriores foi um filme que me pegou aos poucos, mas que agora também chegou pra ficar. E nem sei explicar exatamente porquê... quer dizer, acho que é porque ele é sentimento puro, coisa cada vez mais em extinção nos filmes.
PARA não entregar todas as cenas-chave bonitas coloco essa aqui, também de grande significado no filme...
Com tantas cenas lindas (tem a da banheira; a dos narcisos; a do carro na árvore; a do tempo parando...) você fica tentado a se tornar um contador de causos também!... Mesmo porque, às vezes, só depende de você mesmo para criar esse "mundo ideal". Enfim, a parte fantasiosa do filme te deixa feliz, leve; e a parte "realista" te deixa nostálgico, melancólico. No final, ele faz o que promete: te deixa pensando se a vida seria melhor se pais e filhos não tivessem conflitos, se o mundo fosse um lugar onde tudo é possível e mágico e se o amor fosse algo eterno e inabalável. É isso aí: È tudo bonito e fantástico, mas também um filme muito sério.