quarta-feira, julho 05, 2006
O Prazer Solitário
(é quase isso que vocês estão pensando)
As diferenças entre as gerações são engraçadas.
A minha família toda sempre teve grande gosto por música. E de várias épocas. Meu irmão gostava tanto de Faith No More que até convenceu meu pai a gostar de algumas músicas da banda de Mike Patton. Minha mãe, como muita gente já sabe, é beatlemaníaca desde jovem (só não é mais por falta de $$$), e sua convivência com a filha fez com que ela gostasse de Foo Fighters e virasse fã do Supergrass - a ponto de pedir meu CD emprestado para copiar e ouvir no carro. Isso porque eu não empresto CD. Nem pra mãe! =D
E, ver os pais ouvindo música é sempre algo curioso para mim. Porque eles gostam de música ALTA. Eu amo música alta, claro. Mas mesmo com mais de duas décadas de convivência (com ele, esporádica; com ela, constante) eu continuo me divertindo com eles ouvindo música alta. Imagino que, cedo ou tarde, eles comecem a fazer air guitar, ou algo do tipo. Mesmo que estejam ouvindo Barbra Streisand ou Madredeus.
Independente de poder ser um início de surdez ou não, sempre achei que esse gosto por música alta tivesse uma explicação: as melhorias nos aparelhos de som. Lembro que minha mãe dizia que ouvia o "Sgt. Pepper's" numa daquelas vitrolinhas Philips o dia todo, no máximo, só para pegar todas as letras e todos os barulhinhos que eram executados no álbum. Haja ouvido!!
E, se vocês acham que fones de ouvido agradam minha mãe, que gosta de ouvir os mínimos detalhes da música, a resposta é não! Ela odeia. Ou seja, ela gosta de usar os recursos modernos ("som mais puro", surround, sei lá) para ouvir da forma tradicional. E alto. Mamãe é da época em que a família se juntava ao redor do rádio e da TV e todos ouviam/viam a mesma coisa. Outros tempos...
Já eu, sou da era individualista, criança dos anos 1980! Eu amei walkman, amo discman e provavelmente amarei meu mp3 player - no dia que eu o tiver. Quer coisa mais maravilhosa que você viver com trilha sonora? E você fazer a sua trilha sonora? Podem falar que é artificial, tô nem aí. É só botar no shuffle e você estará sempre se surpreendendo com a música se encaixando perfeitamente no momento - ou não.
E tem que ser alto também. Se é pra ouvir a música, não quero ouvir mais nada ao redor. Sim, como coloquei lá em cima, também adoro ouvir música alta, mas acho que já tive que competir tanto aqui em casa - já teve época em que eram 4 ambientes diferentes aqui em casa, competindo pra ver quem estava mais alto: o Vivaldi, o Dead Kennedys, o Gwar, ou a Madonna (acho que as raves foram inspiradas na minha casa dessa época) - que acabo me colocando no meu cantinho. Só estouro a caixa de som quando estou sozinha! Aí é festa. Mas, de resto, vocês certamente me encontrarão de fones de ouvido - e se me virem na rua é bom chamar bem alto, senão não vou ouvir!
Só tem um probleminha: alguém duvida de que eu fique surda antes dos meus pais?
=)
(é quase isso que vocês estão pensando)
As diferenças entre as gerações são engraçadas.
A minha família toda sempre teve grande gosto por música. E de várias épocas. Meu irmão gostava tanto de Faith No More que até convenceu meu pai a gostar de algumas músicas da banda de Mike Patton. Minha mãe, como muita gente já sabe, é beatlemaníaca desde jovem (só não é mais por falta de $$$), e sua convivência com a filha fez com que ela gostasse de Foo Fighters e virasse fã do Supergrass - a ponto de pedir meu CD emprestado para copiar e ouvir no carro. Isso porque eu não empresto CD. Nem pra mãe! =D
E, ver os pais ouvindo música é sempre algo curioso para mim. Porque eles gostam de música ALTA. Eu amo música alta, claro. Mas mesmo com mais de duas décadas de convivência (com ele, esporádica; com ela, constante) eu continuo me divertindo com eles ouvindo música alta. Imagino que, cedo ou tarde, eles comecem a fazer air guitar, ou algo do tipo. Mesmo que estejam ouvindo Barbra Streisand ou Madredeus.
Independente de poder ser um início de surdez ou não, sempre achei que esse gosto por música alta tivesse uma explicação: as melhorias nos aparelhos de som. Lembro que minha mãe dizia que ouvia o "Sgt. Pepper's" numa daquelas vitrolinhas Philips o dia todo, no máximo, só para pegar todas as letras e todos os barulhinhos que eram executados no álbum. Haja ouvido!!
E, se vocês acham que fones de ouvido agradam minha mãe, que gosta de ouvir os mínimos detalhes da música, a resposta é não! Ela odeia. Ou seja, ela gosta de usar os recursos modernos ("som mais puro", surround, sei lá) para ouvir da forma tradicional. E alto. Mamãe é da época em que a família se juntava ao redor do rádio e da TV e todos ouviam/viam a mesma coisa. Outros tempos...
Já eu, sou da era individualista, criança dos anos 1980! Eu amei walkman, amo discman e provavelmente amarei meu mp3 player - no dia que eu o tiver. Quer coisa mais maravilhosa que você viver com trilha sonora? E você fazer a sua trilha sonora? Podem falar que é artificial, tô nem aí. É só botar no shuffle e você estará sempre se surpreendendo com a música se encaixando perfeitamente no momento - ou não.
E tem que ser alto também. Se é pra ouvir a música, não quero ouvir mais nada ao redor. Sim, como coloquei lá em cima, também adoro ouvir música alta, mas acho que já tive que competir tanto aqui em casa - já teve época em que eram 4 ambientes diferentes aqui em casa, competindo pra ver quem estava mais alto: o Vivaldi, o Dead Kennedys, o Gwar, ou a Madonna (acho que as raves foram inspiradas na minha casa dessa época) - que acabo me colocando no meu cantinho. Só estouro a caixa de som quando estou sozinha! Aí é festa. Mas, de resto, vocês certamente me encontrarão de fones de ouvido - e se me virem na rua é bom chamar bem alto, senão não vou ouvir!
Só tem um probleminha: alguém duvida de que eu fique surda antes dos meus pais?
=)