quarta-feira, agosto 29, 2007
ai ai meus filhotes... já estou com saudades! hahahahaha... um doce para quem identificar todos os cds. :P
E agora algo completamente diferente...
Bem, nem ficarei tanto tempo longe da minha casa, minha cidade, minha caminha, e especialmente minha filhinha ... mas mesmo assim, dá aquela sensação...
Então, eu ao menos atualizarei isso aqui... pq o próximo post que escreverei aqui será gigantesco! Isto é, se ainda tiver o pique de mantê-lo, hohoho...
Só queria me manifestar sobre algumas músicas que estou ouvindo direto, todos os dias, toda hora - e que nem dá pra usar o last.fm como "medidor", pq ouço no som do quarto, no mp3... só dou refresco aqui no pc pq quero ser top listener do Mansun pela 834238472389423984 semana consecutiva!!! \o/ Hahahaha, té parece!
Então, músicas que não consegui parar de ouvir na última semana:
A velha:"Vincent come on down", Brainiac (ou 3RA1N1AC): Gente, essa música é de 1996! Lembro do clipe no Lado B e adorava! Mas só fui consegui-la na última sexta-feira, fuçando o PC do meu irmão! Foi aquela coisa de "Pô, vc baixou isso e nem me falou?!?!?" enquanto ele responde "e eu lá ia saber que vc gosta disso?!?!!?". Enfim, a música é a junção de tudo aquilo que adoro na música pop: baterista sentando a mão como se sua vida dependesse disso; vocalista imitando o Black Francis; moog enlouquecido sci-fi; baixão invocado e guitarra sem vergonha! O tipo de música que me faz gostar de música e me faz querer ter banda, pra fazer músicas assim com clipes tão sem noção quanto.
Fora que a banda tem outras músicas muito boas, como "Pussyfootin' "(Pixies puro), e "Hot seat can't sit down". Essas três são do CD "Hissings Prigs in Static Couture". Mas eles lançaram outros CDs que não posso comentar à respeito pq não ouvi ainda! Inclusive um deles produzido pela /bow Kim Deal, a tal baixista dos Pixies. :D
As novas:
"3's & 7's", Queens of the Stone Age: Só uma coisa - isso é uma música do Blur!! Tirando umas passagens típicas de Josh Homme e companhia, é uma música do Blur da fase "Blur" ou "13". E quero ver alguém me convencer do contrário!! hahahahaha. Não vão mesmo.
"Run Pig Run", idem. O Era Vulgaris, novo disco do QOTSA, é um disco curioso. Tem músicas que parecem do Blur, como disse acima, mas também tem muita coisa estranha. Eis a sua graça. Confesso que na primeira vez que ouvi não achei isso tudo, mas normalmente é assim com os discos bons - só te pegam de vez quando você menos espera. Essa é minha música favorita do disco até o momento, com guitarras que arrepiam os cabelos e trincam os dentes de nervoso e de raiva dessa banda sensacional. Hahahaha. Uma das melhores músicas do ano até agora, se não A melhor.
Agora, é isso aí! Só volto aqui, sabe-se lá quando! Boa semana, bom feriado... bom dia, boa tarde... e se eu não te ver mais boa noite também!! Haha.
segunda-feira, agosto 20, 2007

Uma das coisas de que mais gosto na série de TV "Seinfeld" é que ela sempre tratou de deixar bem claro que as pessoas são escrotas. MUITO. E ainda conseguem fazer a gente achar graça disso, com uma premissa que baseava-se no lema "sem abraço ou lição de moral". Ser tão superficial e individualista rendeu à série a alcunha de "um show sobre o nada". Porém, raspando o verniz da comédia, o nada nunca foi tão profundo e/ou verdadeiro. Parafraseando meu camarada de banda, a verdade é essa: somos todos escrotos, superficiais e individualistas. E quero ver alguém me provar o contrário - e usar Madre Teresa ou Ghandi de exemplo não vale.
Certo dia uma amiga tava me falando como é que eu não conseguia escrever canções de amor. Para quem não sabe, escrevo letras sobre coisas díspares como ex-amigos que você dá graças à Paul, ops, Deus, por ter cortado relações; ou coisas do cotidiano; e viagens absurdas sobre menáge à trois com ídolos. Tudo de forma muito sutil e sofisticada como uma girafa de patins numa loja de louças.
Mas eu ATÉ que consigo escrever sobre amor. Só que sempre acho o resultado idiota. Aí vem aquele papo: "se você acha algo que você faz idiota, todos o acharão". Blá blá blá. Tô pouco me lixando com isso, que mais parece conselho de livro de auto-ajuda. Não estou falando que nunca irei escrever canções de amor nem nada disso - só digo que não gosto do resultado das que escrevo agora. Aliás, é difícil ter uma música de amor cuja letra realmente me convença, de qualquer banda que seja - talvez a "Only in Dreams", citada 2 posts atrás; só que depois que li a opinião do autor da canção sobre a mesma, já começo a questionar, hahahahaha.
Então, por que é tão difícil escrever sobre o que está próximo à gente? Antigamente os artistas tinham suas musas sempre vistas como inalcançáveis, aquela coisa toda - muito drama, e, talvez, amor. Será que eles estavam certos?!?!
Podem falar que é sinal dos tempos, eu tenho cá minhas dúvidas. Relacionamentos são sempre complicados, desgastantes... É a pior coisa do mundo ter alguém que você ama (amigos ou pretês, ou sua mãe) pisando em você, se aproveitando do fato de ser próximo a você e saber todos seus piores defeitos e jogá-los na sua cara. Aí alguém vem e fala: "ah, mas isso é importante para você crescer emocionalmente". Olha, honestamente... eu estou bem consciente de meus defeitos, e não preciso de ninguém para apontá-los para mim, especialmente alguém de quem eu goste e me importe bastante. E atire a primeira pedra quem gosta de levar fora de quem se gosta. Porque levar um toque é uma coisa, bem diferente de levar um fora.
Eis a questão. No fim das contas você vê que não dá pra se relacionar com alguém porque é bem provável que o outro tenha que lidar com váááários defeitos os quais ele não está nem um pouco a fim. Frustrante para os dois. No início você passa aquela imagem de pessoa legal e tal, e é só se desarmar que a bomba vem. Aí, vale a pena investir em relacionamentos no fim das contas? O pessoal de outrora, que idealizava tudo à distância, é que tava certo. :S
Por isso que às vezes chego à BRILHANTE conclusão que meu melhor amigo são minhas coisas materiais. Meus livros, meus discos e nada mais. Eles estão lá, à minha disposição, servem aos meus propósitos perfeitamente e não reclamam de nada nem de mim. E meus maiores amores são aqueles que estão longe de mim, que nem conheço, que sei que não são perfeitos, mas também não sei quais são seus defeitos, bem como não sabem quais são os meus.
Quer coisa mais individualista?
Sim, as pessoas são escrotas.
quarta-feira, agosto 15, 2007
perdendo o bom senso blogueístico
Porque eu sempre tive memória péssima e deveria lembrar melhor das dicas dos astros! :D
Signo: Gêmeos
Ascendente: Câncer
A Lua começa seu novo ciclo pós-novilúnio nos dias entre 15/08 (hoje) às 1h44 e 17/08 às 18h59, só que agora ela está ativando o terceiro setor de seu mapa. Excelente momento para fazer contatos com pessoas que podem lhe permitir maiores ganhos e lucros. O trânsito lunar na terceira casa, em harmonia ao Sol de Casa 2, sugere funcionalidade para negócios e êxito através da comunicação. É muito provável que você venha a realizar bons negócios neste período, comprando o que precisa ou vendendo algo a um bom preço. Dinheiro pode vir através de conhecidos, parentes próximos, e também é um bom momento para você melhorar suas relações com seus vizinhos e colegas de trabalho ou de estudos. Sua expressão verbal estará mais "colorida", você estará se colocando de maneira envolvente, e isso pode lhe beneficiar financeiramente.
Entre os dias 05/07 às 14h56 e 18/08 às 0h45, o planeta Vênus estará entrando em contato de forma harmoniosa com o planeta Mercúrio do seu mapa astral. A qualidade maior deste período envolve um melhor entendimento no que diz respeito à sua vida afetiva. Neste período, você estará mais consciente de coisas que você precisa melhorar para que as suas relações amorosas se tornem mais proveitosas. Talvez você venha a receber conselhos, toques, ou mesmo simplesmente tomar consciência das coisas que precisam ser mudadas. Mas o processo envolve também você receber alguns elogios a respeito de suas melhores qualidades nas relações. As pessoas em geral - amigos, amantes, familiares - estarão salientando suas virtudes, e falando mais delas. É legal ouvir essas coisas, mesmo quando já sabemos quais são nossas qualidades. Um melhor estímulo para a auto-estima é a marca registrada destes dias.
De 16/06 às 11h31 até 25/10 às 8h30, você estará vivendo a passagem do planeta Vênus pela segunda casa astrológica, e esta fase é altamente propícia para você harmonizar a sua vida material. Um melhor senso do valor das coisas, sobretudo do próprio valor pessoal, lhe permite atrair as condições necessárias e unir-se às pessoas certas para que o dinheiro venha até você. Como sempre ocorre com Vênus, as relações interpessoais favorecem enormemente a vida material. Entretanto, a despeito deste período ser positivo para você ter uma consciência maior do seu próprio valor e até ganhar um pouco mais de dinheiro, se quiser, cuidado com uma tendência a gastar muito dinheiro com coisas que você acha "bonitas". Elas podem ser bonitas, mas você precisa mesmo delas? Se precisar, compre-as, mas cuidado com os excessos indulgentes, é tudo uma questão de se dar limites. Excessos financeiros por conta de questões afetivas também são possíveis. Dar presentes é um impulso natural nesta fase, mas precisam mesmo ser presentes tão caros? Pense duas vezes antes de gastar seu dinheiro.
Entre os dias 17/07 às 13h22 e 24/08 às 20h34, o planeta Marte estará transitando pela Casa 11 do seu mapa de nascimento. Este pode ser um momento de intensa participação social, e favorece a união das pessoas em prol de um objetivo em comum. Todavia, pela própria qualidade agressiva de Marte, este pode também ser um momento de maiores discussões e debates polêmicos com seus amigos ou nos grupos que você participa. Cuidado com uma tendência a querer ficar impondo o seu modo de fazer aos outros, sejam eles seus amigos ou uma equipe de estudo ou trabalho. As pessoas estarão percebendo uma força maior em você, mas também estarão se queixando daquilo que elas percebem como um individualismo que não combina com amizade ou trabalhos grupais. Se isso não for bem observado por você, brigas podem ocorrer com seus amigos ou nos grupos. O grande dilema neste momento pode ser sintetizado da seguinte maneira: todas as vezes que estamos numa coletividade (seja num grupo de amigos, seja trabalhando ou estudando em conjunto), é preciso haver um equilíbrio entre aquilo que o ego pessoal almeja e aquilo que os outros querem. De todo modo, a despeito dos possíveis "choques de quereres", o momento é de se unir com outras pessoas em prol de objetivos comuns. A união faz a força! Pela própria natureza de Marte, amizades masculinas são mais favoráveis neste momento do que as femininas. Você está numa fase muito objetiva e prática e pode ficar um pouco impaciente com o jeito feminino de fazer as coisas.
Porque eu sempre tive memória péssima e deveria lembrar melhor das dicas dos astros! :D
Signo: Gêmeos
Ascendente: Câncer
O Hoje?
Sol na casa 2, lua na casa 3
Sol na casa 2, lua na casa 3
15/08 (hoje) às 1h44 a 17/08 às 18h59
A Lua começa seu novo ciclo pós-novilúnio nos dias entre 15/08 (hoje) às 1h44 e 17/08 às 18h59, só que agora ela está ativando o terceiro setor de seu mapa. Excelente momento para fazer contatos com pessoas que podem lhe permitir maiores ganhos e lucros. O trânsito lunar na terceira casa, em harmonia ao Sol de Casa 2, sugere funcionalidade para negócios e êxito através da comunicação. É muito provável que você venha a realizar bons negócios neste período, comprando o que precisa ou vendendo algo a um bom preço. Dinheiro pode vir através de conhecidos, parentes próximos, e também é um bom momento para você melhorar suas relações com seus vizinhos e colegas de trabalho ou de estudos. Sua expressão verbal estará mais "colorida", você estará se colocando de maneira envolvente, e isso pode lhe beneficiar financeiramente.
A vida amorosa?
Clareando e compreendendo melhor as questões afetivas
Clareando e compreendendo melhor as questões afetivas
05/07 às 14h56 a 18/08 às 0h45
Vênus em sextil com Mercúrio natal
Outra qualidade marcante para o período, envolve você provavelmente ter idéias mais harmoniosas, percebendo em si uma tendência mais apaziguadora e razoável.
O Dinheiro?
Reconhecendo o real valor das coisas
Reconhecendo o real valor das coisas
16/06 às 11h31 a 25/10 às 8h30 Vênus na casa 2
De 16/06 às 11h31 até 25/10 às 8h30, você estará vivendo a passagem do planeta Vênus pela segunda casa astrológica, e esta fase é altamente propícia para você harmonizar a sua vida material. Um melhor senso do valor das coisas, sobretudo do próprio valor pessoal, lhe permite atrair as condições necessárias e unir-se às pessoas certas para que o dinheiro venha até você. Como sempre ocorre com Vênus, as relações interpessoais favorecem enormemente a vida material. Entretanto, a despeito deste período ser positivo para você ter uma consciência maior do seu próprio valor e até ganhar um pouco mais de dinheiro, se quiser, cuidado com uma tendência a gastar muito dinheiro com coisas que você acha "bonitas". Elas podem ser bonitas, mas você precisa mesmo delas? Se precisar, compre-as, mas cuidado com os excessos indulgentes, é tudo uma questão de se dar limites. Excessos financeiros por conta de questões afetivas também são possíveis. Dar presentes é um impulso natural nesta fase, mas precisam mesmo ser presentes tão caros? Pense duas vezes antes de gastar seu dinheiro.
A Banda?
Os conflitos em grupo
17/07 às 13h22 a 24/08 às 20h34
Marte na casa 11
Entre os dias 17/07 às 13h22 e 24/08 às 20h34, o planeta Marte estará transitando pela Casa 11 do seu mapa de nascimento. Este pode ser um momento de intensa participação social, e favorece a união das pessoas em prol de um objetivo em comum. Todavia, pela própria qualidade agressiva de Marte, este pode também ser um momento de maiores discussões e debates polêmicos com seus amigos ou nos grupos que você participa. Cuidado com uma tendência a querer ficar impondo o seu modo de fazer aos outros, sejam eles seus amigos ou uma equipe de estudo ou trabalho. As pessoas estarão percebendo uma força maior em você, mas também estarão se queixando daquilo que elas percebem como um individualismo que não combina com amizade ou trabalhos grupais. Se isso não for bem observado por você, brigas podem ocorrer com seus amigos ou nos grupos. O grande dilema neste momento pode ser sintetizado da seguinte maneira: todas as vezes que estamos numa coletividade (seja num grupo de amigos, seja trabalhando ou estudando em conjunto), é preciso haver um equilíbrio entre aquilo que o ego pessoal almeja e aquilo que os outros querem. De todo modo, a despeito dos possíveis "choques de quereres", o momento é de se unir com outras pessoas em prol de objetivos comuns. A união faz a força! Pela própria natureza de Marte, amizades masculinas são mais favoráveis neste momento do que as femininas. Você está numa fase muito objetiva e prática e pode ficar um pouco impaciente com o jeito feminino de fazer as coisas.
segunda-feira, agosto 06, 2007
DES-CRENÇA:
Ouvindo duas de minhas músicas favoritas de todos os tempos: "Rise", do PIL; e "Sing (to me)", do Blur.- Poderia dizer que eu nasci para a música.
- Que tem uma foto clássica aqui em casa em que estou com um violãozinho nas mãos e achando que estava arrebentando. Que eu tinha um pianinho e ele era um de meus brinquedos favoritos - quando eu não estava o tocando, eu o usava como extensão da minha casa de Barbie, não me perguntem como. Que aos 11 anos eu ganhei um teclado do meu avô, que moveu mundos e fundos para comprar meu presente, juntamente com uma guitarra Tonante que ele deu para meu saudoso irmão do meio. Brincávamos de banda, mas o máximo que conseguimos foi algo semelhante à bandinha da escola do Chaves.Numa espécie de troca de papéis, quando eu estava com uns 13 anos meu irmão teve interesse pelo piano e resolveu fazer aulas. Mas não temos como saber se ele teria seguido carreira ou algo do tipo. E eu comecei a me interessar pelo tal do baixo, por influência das bandas que meu irmão mais velho ouvia: Faith No More, Primus e Suicidal Tendencies - de onde saíram meus primeiros ídolos do gênero, Billy Gould, Les Claypool e Robert Trujillo. O "tal" do Flea, do Red Hot Chili Peppers, só viria depois. Mas aí eu já tava fã das moças do baixo: Tina Weymouth (Talking Heads), Kim Gordon (Sonic Youth) e principalmente Kim Deal (Pixies). Minha última ídola confessa do instrumento seria D'arcy, dos Smashing Pumpkins. Mas nesse caso nem era mais a questão de tocar bem ou não - era de ser estilosa ou não.
- Só consegui comprar um baixo para mim aos 16 anos. Quando botei na cabeça que tinha que ter um, não importava como. Eu e meu irmão pensamos em montar uma banda "séria" dessa vez, que poderia vir a se chamar o nome deste blog, só que ele não ficou por aqui tempo bastante para saber o nome que criei (e que muito tempo depois fui descobrir que já era o nome de uma banda). Comecei a ter aulinhas e achei um saco aprender a tocar mpb. Fiz o básico do básico e caí fora. E nunca mais me meti com música. Desisti. Porque eu poderia dizer que nasci para a música - mas estaria mentindo.
- Mentindo porque eu não sou uma virtuosa. Me confundo com as cordas e notas, e não tiro nem Parabéns pra Você de ouvido. Também não vejo graça nenhuma em me trancar num quarto e não sair de lá enquanto não tocar igual ao Geddy Lee. Então, se não sou um talento natural e sou uma preguiçosa, por que diabos eu insisto em tocar?
- Ótima pergunta.
- Em termos práticos, a resposta é: não faço a mínima idéia.
- Depois que o "estrago tá feito", que você pára para pensar melhor onde diabos você foi amarrar seu burro. E, pior, vc acaba se envolvendo onde não lhe diz respeito cada vez mais. Porque agora não sou apenas uma louca que comprou um baixo e tá tentando fazer alguma coisa com ele. Agora eu sou também uma louca com um microfone, e sei fazer com ele tanto quanto o que sei fazer com o baixo: nada.
- Claro que estes momentos de sensatez são raros. Na verdade, gosto mesmo de sair fazendo barulho e tô pouco me lixando. Reclamar de bandas idiotas? Eu fazia isso lá aos 15 anos, quando precisava afirmar minha identidade e essas coisas que agora vemos que é uma grande bobagem. Agora, se estou no palco e alguém reclama, faço o que as bandas de quem eu falava mal antes deveriam ter me dito: sobe aqui e faz melhor. Ou ao menos seja mais estiloso. :P
- (Nem pensem que só por isso vou deixar de falar mal e de desgostar de bandas. Mas, todo mundo que me conhece também sabe que nem perco (muito, haha) tempo falando mal de banda. Prefiro o usar tempo precioso para falar bem das que gosto. Vide este modesto blog.)
- Na hora de fazer as músicas a coisa pega ainda mais. Imagino tudo na cabeça, facinho facinho. Mas, na hora de passar para o papel e para os colegas, é um martírio. E as coisas sempre acabam saindo completamente diferente do esperado.
- Nessas horas sempre penso em meus heróis musicais. Especialmente Rivers Cuomo, e o recém-promovido Dom Chad. Tenho eles como heróis por um motivo bem óbvio e umbilístico, ambos são geminianos como eu. Rivers, extremamente controlador e que não hesita em mandar um F***-SE para quem o enche o saco apesar de sua aparência frágil; Chad, sempre demonstrando ser agradável e feliz - mas emocionalmente instável, parecendo não ter noção do próprio talento.
- Será que quando eles faziam as músicas que tanto me emocionam, elas também saíram totalmente diferente do idealizado? Pior: será que eles se emocionam com o resultado de seu trabalho como eu me emociono enquanto fã?
- Provavelmente não.
- Me utilizo de um exemplo tosco, mas plausível: Rivers já deixou claro e registrado para todo mundo ler que "Only in Dreams", uma de suas melhores canções, era uma das piores coisas que ele já tinha feito na vida, e que se arrependia de tê-la feito. Será que foi porque ela não saiu exatamente como esperado? Será que se cansou dela? Será ataque de pelanca? Casos a se pensar...
- Eu não tenho uma música minha ou de minha banda que me deixe emocionada, que me diga "Nossa, essa aqui tá pronta! É tudo que eu sempre quis fazer e não vou mudar uma vírgula porque ela tá perfeita assim". Será amadorismo? Falta de técnica ou coração? Falta de vergonha na cara? Também não sei se essa frieza é boa um ruim. A imperfeição de uma canção pode abrir vários caminhos, pode dar margem a várias interpretações, e ela pode sempre ser melhorada... AAAAhhh, não sei!
- Resumindo, ter banda é um saco. Milhões de dores de cabeça para cada um segundo realmente legal. Isso quando essas questões filosóficas como esse post não aparecem para assombrar. Mas, quem sabe às vezes um segundo compensa tudo. Mesmo que as coisas não saiam como esperado. Vai que algo que você fez mas não dá a mínima acaba mudando a vida de alguém? Provavelmente isso passa pela cabeça de muita gente, mas por outro lado a insegurança vem e fala que isso nunca irá acontecer. No fim das contas, que importa?
- Que importa tocar, mesmo sem saber de lhufas de música? Sei lá, acho que é porque gosto. E preciso. E não posso responder nada além disso.
- cheers.
nosso amiguinho blogger não quer marcar parágrafos de jeito nenhum, então resolvi usar desvairadamente os marcadores. Espero que não se importem.