quarta-feira, agosto 27, 2008
SERVIÇO DE (IN)UTILIDADE PÚBLICA:
Aproveitando o espacinho e a falta do que escrever no momento para passar links de algumas musiquinhas (que já tinham sido upadas para outros propósitos) a quem interessar possa. No geral, são músicas de que gosto bastante, se isso serve de alguma referência...
1 – HOT CHIP – “Wrestlers (Sticky Dirty Pop Mix)”: A música mais esquisita de Made in the Dark, o último e ótimo disco do Hot Chip, ganhou remix e virou uma dance de padaria irresistível e ultrapop que me ganhou se vez. Tanto que virou o toque principal do meu celular. Sério. Tirado da versão digital do single “One Pure Thought”.
2 – MUSE – “Assassin (Grand Omega Bosses Edit)”: Apesar de conhecer o Muse desde o Showbiz, acredito que o Black Holes and Revelations seja o meu disco favorito deles. Pronto, falei. E “Assassin” é uma de minha faixas favoritonas do trio inglês, muito por conta dos backing vocals que ficam entre o pomposo e a zombaria: dá pra imaginar direitinho os três com aquelas caras de debochados (tá bom, nem tão debochada da parte do Christopher) cantando “Ooohhh pa pa pa pa...”... Hahahahaha. Mas não era disso que eu queria falar! O que acontece é que o Muse lança tanta coisa e tem tantos fanáticos que lançam milhões de bootlegs diariamente que fica difícil de acompanhar. Tanto que só outro dia que fui saber da existência dessa versão para “Assassin”, que na modesta opinião desta que vos digita, é mais arretada que a original! Segundo consta no last.fm (o que seria de mim sem ele?) essa versão está na edição em vinil do single “Knights of Cydonia”.
3 – MSTRKRFT – “Bounce (feat. N.O.R.E.)”: Essa versão do MSTRKRFT é a “radio version” mesmo, nada demais. Tá aqui só porque já estava upada. Mas ainda não achei ninguém que não ficasse com “All I do is party, ha ha ha ha” na cabeça e não tivesse vontade de sair pulando igual a um doido por aí depois de ouvir isso.
4 – QUEENS OF THE STONE AGE – “The Fun Machine Took a S*** and Died”: Mais uma daquelas músicas que começam estranhas, que fica meio mariachi e depois vira o que já é de se esperar: o rockão lindão que o Queens faz sempre. Essa é bônus da edição especial – e dupla – do Era Vulgaris e upei para uma amiguinha de orkut.
5 – FELIX DA HOUSECAT – “What She Wants”: Essa é veeeelha (2004) e tá aqui só porque o link já existia também. O grande atrativo dela, claro, é ser uma música super gay com a voz de nada-mais-nada-menos que James Murphy! Já falei isso antes mas não custa repetir aqui: ela lembra bastante a cover de “Satisfaction” dos Stones feita pelo Devo. Se isso é bom ou ruim, it’s up to you! :P
6 – SIX FINGER SATELLITE – “Rabies (Baby’s got the)” – Ainda nos “James Murphy-related”, essa é mais antiga ainda. Conhecia essa banda lá nos meados de 1996 porque eles gravaram um disco com o Fred Schneider, dos B-52’s. Mas não sabia mais nada sobre eles, até que um dia soube que James – antes de ser o badass lutador de jiu jitsu mais querido deste blog – costumava ser engenheiro de som desta banda. Como se não bastasse, um dos integrantes era John Mclean, hoje conhecido como Juan Mclean e um dos artistas da DFA. O 6FS é uma banda bem legal, synth-rock barulhenta, ou sei lá. Basta dizer que eles eram contratados da Sub Pop (aquele tal selo grunge, sabe? =P) e usavam terninhos tipo Duran Duran! Vale muito a pena conhecer.
De resto, espero que estejam todos bem. Para quem não sabe, amanhã será o programa número 10 do Outsiders! Ou seja, já são dois meses no ar! Quem quiser ouvir, já sabe: www.radiorpb.com.br das 17h às 19h.
- Party on, Wayne!
- Party on, Garth!
Marcadores: aproveita que é grátis, menção gratuita à James Murphy, não é gratuita coisa nenhuma
quarta-feira, agosto 13, 2008
OS HIVES RIRAM DO RIO

Sou carioca, mas não tenho muito orgulho disso não. Nada contra os cariocas, quero deixar bem claro, mas não me sinto uma carioca – então, porque teria orgulho de algo o qual não me sinto fazendo parte?
(Na verdade, gostaria muito de saber se sou só eu ou se tem mais alguém que se sente tão deslocado assim no mundo. Há algumas exceções de lugares que acho agradáveis, mas mesmo assim não há nenhum lugar (onde eu tenha ido até agora) onde eu me sinta 100% em casa)
Não me sinto em casa no Rio de Janeiro. Até gosto de ir pra lá, mas normalmente com um itinerário pronto – ver tal show, ir a tal lugar, ir pra rádio fazer o programa – e me sinto a maior roceira do mundo andando sozinha pelas ruas do Rio, olhando desesperada para todos os lados tentando evitar um assalto que cedo ou tarde acabará acontecendo. O que mais me irrita são os que até hoje investem nessa fantasia de que “apesar de tudo, o Rio de Janeiro continua lindo”. Né por nada não, mas não consigo mais ver beleza lá – estou ocupada demais tentando escapar ilesa na multidão.
O problema da capital fluminense – bem como o problema do Brasil – é sempre se nivelar por baixo: é votar no candidato “menos ruim”, ou pensar “ah, mas as coisas poderiam estar pior, a gente não tem guerra, nem terremotos" (se bem que a natureza já está se encarregando disso...), enfim, coisas que só nos levam cada vez mais para o buraco. E, aparentemente, ninguém está interessado em tirá-los, nem Rio, nem Brasil, do buraco. Alguns pobres coitados até que tentam fazer a sua parte, mas aí me lembro de um lance típico que reparei outro dia aqui em Petrópolis: colocaram ônibus novinhos na cidade (provavelmente superfaturados etc etc, isso a gente já imagina), e nem se passou um mês deles nas ruas e vários bancos já estão pichados por estudantes-pivetes mal-educados que têm gratuidade na passagem, enquanto a gente aqui que paga inteira – ou seja, paga a passagem deles também, não é? – tem que aturar esse povo esculhambando os nossos meios de transporte. Se a população deprecia o que seria um bem para ela, porque os políticos iriam valer alguma coisa (mesmo porque, são políticos como NÓS e VOTADOS POR NÓS)? Então, é isso aí: a grande maioria não tá nem aí, e por isso o Brasil não vai pra frente.
E o que os Hives têm a ver com a história? Bem, segundo a comunidade da banda no orkut (ok, a fonte é questionável, mas a história é tão coerente que acredito que seja verdade) o show deles aqui no Rio (que tinha tudo para ser lendário e incendiário – para ficar em alguns bons adjetivos terminados em ário) foi cancelado porque alguém em Porto Alegre ofereceu uma quantia muito maior para a banda, que resolveu aceitar e sacrificar sua apresentação por aqui. A banda sueca tá errada? Claro que não. É o trabalho deles, e nada como buscar a melhor recompensa por ele.
Esse caso, que parece uma besteira, nos faz pensar:
1) Se POA fez uma oferta tão superior, uma coisa é certa – tem retorno do público. Ninguém faria uma oferta tão grande sabendo que o show ficaria vazio – a não ser que no sul tenha algum milionário excêntrico que queira um show dos Hives só pra ele, o que acho difícil.
Então, o que faz as produtoras daqui fazerem uma proposta aquém das de lá? Acho que os itens abaixo podem responder isso:
2) As produtoras cariocas sempre acham que, por “se tratar do Rio de Janeiro”, todo e qualquer artista gringo vai querer ter o “privilégio” (?!?!?!) de estar aqui, e com isto estão pouco se lixando com o cachê. Pra piorar, também não respeitam o público, sempre colocando os preços dos ingressos lá em cima – uma tremenda falta de respeito tanto com artista como com os seus fãs.
Agora, por que eles jogam os preços dos ingressos lá pra cima?
3) Porque o público carioca é extremamente modista. Estão pouco se lixando com qualquer gênero que não esteja tocando nas rádios e nas novelas (até agora não entendi como o show do Muse encheu tanto – tem certeza que “Starlight” ou “Supermassive Black Hole” não estão tocando na novela das 8???). Sempre que tem algum evento “maior” (leia-se Tim Festival) tem muito mais gente passando por lá pra aparecer na badalação que para ver qualquer show. Com isso, o pessoal realmente interessado em ver qualquer show que seja tem que se submeter a preços absurdos – que as produtoras colocam lá em cima porque sabem que tem fãs que estarão dispostos a pagar o preço (até hoje o meio ingresso por cem pratas do LCD Soundsystem tá preso na minha garganta, um grande exemplo de show maravilhoso e vazio). Não seria mais fácil colocar os ingressos mais baratos para chamar mais público, inclusive os fanfarrões que só querem badalar?
Com isso, o Rio vai acabar (ou já foi?) sendo passado pra trás quando se trata de eventos alternativos. Vários festivais no nordeste e centro-oeste estão acontecendo, e o sul também está correndo por fora – e como vemos, vencendo. São Paulo sempre será São Paulo e pelo jeito ainda não perderá sua majestade (por ter público cativo e disposto): Motomix de graça, Skol Beats... além dos váááários outros shows que ocorrem lá que nem dão as caras por aqui. Enquanto isso, no Rio... vemos o cachorro correndo atrás do próprio rabo – sempre passando a culpa adiante sem se dar em conta que outro passará a culpa para outro até chegar a você de novo.
O pior de tudo é ver que isso é por pura preguiça! Como já disse, o Rio é uma ótima analogia para o Brasil: nosso país era o primeiro em várias coisas (oras, até no futebol), mas ao invés de correr atrás para sempre se manter no topo, resolveu se assentar no melhor estilo “sou o melhor, pra que se esforçar?!?!?”. Resultado: o mundo correu atrás e o ultrapassou (seja com as exportações de café ou açúcar, seja com o futebol). E agora, Brasil?
O Rio se conformou em ser a “Cidade Maravilhosa” e se deixou ser consumida por violência e pobreza e burrice, onde até os programas culturais (quem foi que disse que somos a Capital Cultural do Brasil mesmo?) estão indo pras cucuias. Vamos ter que nos contentar só com funk, MPB e bandas cover? E quem não se contentar terá que ir ver em outro lugar (SP, POA, Brasília...).
E agora, Rio?
- Yours truly,
Sra. T. Beresford

Sou carioca, mas não tenho muito orgulho disso não. Nada contra os cariocas, quero deixar bem claro, mas não me sinto uma carioca – então, porque teria orgulho de algo o qual não me sinto fazendo parte?
(Na verdade, gostaria muito de saber se sou só eu ou se tem mais alguém que se sente tão deslocado assim no mundo. Há algumas exceções de lugares que acho agradáveis, mas mesmo assim não há nenhum lugar (onde eu tenha ido até agora) onde eu me sinta 100% em casa)
Não me sinto em casa no Rio de Janeiro. Até gosto de ir pra lá, mas normalmente com um itinerário pronto – ver tal show, ir a tal lugar, ir pra rádio fazer o programa – e me sinto a maior roceira do mundo andando sozinha pelas ruas do Rio, olhando desesperada para todos os lados tentando evitar um assalto que cedo ou tarde acabará acontecendo. O que mais me irrita são os que até hoje investem nessa fantasia de que “apesar de tudo, o Rio de Janeiro continua lindo”. Né por nada não, mas não consigo mais ver beleza lá – estou ocupada demais tentando escapar ilesa na multidão.
O problema da capital fluminense – bem como o problema do Brasil – é sempre se nivelar por baixo: é votar no candidato “menos ruim”, ou pensar “ah, mas as coisas poderiam estar pior, a gente não tem guerra, nem terremotos" (se bem que a natureza já está se encarregando disso...), enfim, coisas que só nos levam cada vez mais para o buraco. E, aparentemente, ninguém está interessado em tirá-los, nem Rio, nem Brasil, do buraco. Alguns pobres coitados até que tentam fazer a sua parte, mas aí me lembro de um lance típico que reparei outro dia aqui em Petrópolis: colocaram ônibus novinhos na cidade (provavelmente superfaturados etc etc, isso a gente já imagina), e nem se passou um mês deles nas ruas e vários bancos já estão pichados por estudantes-pivetes mal-educados que têm gratuidade na passagem, enquanto a gente aqui que paga inteira – ou seja, paga a passagem deles também, não é? – tem que aturar esse povo esculhambando os nossos meios de transporte. Se a população deprecia o que seria um bem para ela, porque os políticos iriam valer alguma coisa (mesmo porque, são políticos como NÓS e VOTADOS POR NÓS)? Então, é isso aí: a grande maioria não tá nem aí, e por isso o Brasil não vai pra frente.
E o que os Hives têm a ver com a história? Bem, segundo a comunidade da banda no orkut (ok, a fonte é questionável, mas a história é tão coerente que acredito que seja verdade) o show deles aqui no Rio (que tinha tudo para ser lendário e incendiário – para ficar em alguns bons adjetivos terminados em ário) foi cancelado porque alguém em Porto Alegre ofereceu uma quantia muito maior para a banda, que resolveu aceitar e sacrificar sua apresentação por aqui. A banda sueca tá errada? Claro que não. É o trabalho deles, e nada como buscar a melhor recompensa por ele.
Esse caso, que parece uma besteira, nos faz pensar:
1) Se POA fez uma oferta tão superior, uma coisa é certa – tem retorno do público. Ninguém faria uma oferta tão grande sabendo que o show ficaria vazio – a não ser que no sul tenha algum milionário excêntrico que queira um show dos Hives só pra ele, o que acho difícil.
Então, o que faz as produtoras daqui fazerem uma proposta aquém das de lá? Acho que os itens abaixo podem responder isso:
2) As produtoras cariocas sempre acham que, por “se tratar do Rio de Janeiro”, todo e qualquer artista gringo vai querer ter o “privilégio” (?!?!?!) de estar aqui, e com isto estão pouco se lixando com o cachê. Pra piorar, também não respeitam o público, sempre colocando os preços dos ingressos lá em cima – uma tremenda falta de respeito tanto com artista como com os seus fãs.
Agora, por que eles jogam os preços dos ingressos lá pra cima?
3) Porque o público carioca é extremamente modista. Estão pouco se lixando com qualquer gênero que não esteja tocando nas rádios e nas novelas (até agora não entendi como o show do Muse encheu tanto – tem certeza que “Starlight” ou “Supermassive Black Hole” não estão tocando na novela das 8???). Sempre que tem algum evento “maior” (leia-se Tim Festival) tem muito mais gente passando por lá pra aparecer na badalação que para ver qualquer show. Com isso, o pessoal realmente interessado em ver qualquer show que seja tem que se submeter a preços absurdos – que as produtoras colocam lá em cima porque sabem que tem fãs que estarão dispostos a pagar o preço (até hoje o meio ingresso por cem pratas do LCD Soundsystem tá preso na minha garganta, um grande exemplo de show maravilhoso e vazio). Não seria mais fácil colocar os ingressos mais baratos para chamar mais público, inclusive os fanfarrões que só querem badalar?
Com isso, o Rio vai acabar (ou já foi?) sendo passado pra trás quando se trata de eventos alternativos. Vários festivais no nordeste e centro-oeste estão acontecendo, e o sul também está correndo por fora – e como vemos, vencendo. São Paulo sempre será São Paulo e pelo jeito ainda não perderá sua majestade (por ter público cativo e disposto): Motomix de graça, Skol Beats... além dos váááários outros shows que ocorrem lá que nem dão as caras por aqui. Enquanto isso, no Rio... vemos o cachorro correndo atrás do próprio rabo – sempre passando a culpa adiante sem se dar em conta que outro passará a culpa para outro até chegar a você de novo.
O pior de tudo é ver que isso é por pura preguiça! Como já disse, o Rio é uma ótima analogia para o Brasil: nosso país era o primeiro em várias coisas (oras, até no futebol), mas ao invés de correr atrás para sempre se manter no topo, resolveu se assentar no melhor estilo “sou o melhor, pra que se esforçar?!?!?”. Resultado: o mundo correu atrás e o ultrapassou (seja com as exportações de café ou açúcar, seja com o futebol). E agora, Brasil?
O Rio se conformou em ser a “Cidade Maravilhosa” e se deixou ser consumida por violência e pobreza e burrice, onde até os programas culturais (quem foi que disse que somos a Capital Cultural do Brasil mesmo?) estão indo pras cucuias. Vamos ter que nos contentar só com funk, MPB e bandas cover? E quem não se contentar terá que ir ver em outro lugar (SP, POA, Brasília...).
E agora, Rio?
- Yours truly,
Sra. T. Beresford
Marcadores: menção gratuita à James Murphy, não é gratuita coisa nenhuma, pê da vida
domingo, julho 27, 2008
BARRA-AQNUC PRA VOCÊ TAMBÉM!
(ou o como tem gente criativa nesse mundo ou como tem gente com nada melhor para fazer nesse mundo)

Começo este post perguntando aos meus 3 leitores se alguém aí sabe como criar emoticons para msn. Eu não faço a mínima idéia, bem como os poucos amigos com quem bato um esporádico papo por mensagens instantâneas – a minha sis sabe, mas ela não quer revelar o segredo para nós reles mortais, mesmo porque é bem provável que mesmo que ela me ensinasse eu continuaria dando umas batatadas. Então, é melhor assim.
Dentro desta debilidade, geramos um fenômeno bobocamente divertido: o de criar atalhos de teclado para emoticons que praticamente não existem.
Explico: por exemplo, tenho uma amiga que é apaixonada pelo Michael Palin. Na falta de emoticons de verdade que façam jus à sua beleza, temos agora o comando “barra-mike” (ou /mike), que pode representar qualquer foto de qualquer época de Palin. A partir do barra-mike, temos variações praticamente ilimitadas como /mike-de-padre, /mike-na-cozinha ou o fetiche de sua preferência. O melhor é que a imagem que passará pela cabeça de minha amiga ao ver o comando na tela muito provavelmente será diferente da minha, o que torna este um recurso de ordem subjetiva que estimula a criatividade e a imaginação dos internautas! Heh.
Outro exemplo divertido foi o que fiz com um amigo. Começou por causa de James Murphy, figura querida por nós dois. O primeiro emoticon a respeito foi o “barra-LCD” (/LCD), referência à banda do sujeito, uma figura que representaria qualquer evento/festa/show de caráter imperdível. Então, veio o “barra-James” (/james), que nada mais era que uma saudação super nerd do tipo “Que o James Murphy esteja com você”, algo bem Star Wars mesmo. Meu amigo, ao ver esse comando pela primeira vez no msn, só fez perguntar “Mas o que é isso? Vai aparecer deus tocando bongô, é?”. Não analisaremos aqui a dialética James Murphy X Deus (e o que o bongô tem a ver com isso), já que só diz respeito aos admiradores de James e/ou deus (e bongôs), mas a grande sacada é a seguinte: o trabalhão que seria fazer uma montagem de James como deus e tocando bongô só para criar um emoticon, entendeu?
Para que tanto trabalho se é tão mais fácil escrever /james e deixar que sua fértil imaginação se encarregue do resto?
Nem preciso dizer que o já citado líder do LCD Soundsystem é o recordista de comandos de emoticon que não existem, pelos motivos mais óbvios: além dele ser uma das Figuras Mais Queridas do Mundo deste modesto blog (e essa é uma lista menor do que muita gente pensa), é o tipo de cara que tem milhares de fotos que pedem para serem zoadas, digo, virarem emoticons. E assim, logo o barra-James virou retrô com a chegada do “barra-aqnuc”. Esse então, tem uma origem mais insólita ainda, que começou comigo, este meu já citado amigo e o Patrão comentando sobre o tamanho das (parafraseando Monty Python) naughty bits de nosso homenageado. Conspiraram que poderia ter sido caxumba que “ele pegou e desceu”, ou então que ele não usava cueca. Ou que era grande mesmo, por quê não? Das opções dadas, ficamos com a “mais amena” (ou sei lá, é tudo tão uma questão de ponto-de-vista, hihi) e criamos o barra-aquele-que-não-usa-cueca (/aqnuc), que é muito mais interessante que o /james, uma vez que é mais que um mero “Que o James Murphy esteja com você” – é um “Que o James Murphy esteja com você SEM CUECA”. Ui.
Ok, ok, vou parar com essa sem-vergonhice por aqui. Mas uma coisa é fato: se uma imagem vale mais que mil palavras, o atalho certo vale mais que muuuuitas imagens! :D
"Party on, Wayne!
Party on, Garth!"
(ou o como tem gente criativa nesse mundo ou como tem gente com nada melhor para fazer nesse mundo)
Começo este post perguntando aos meus 3 leitores se alguém aí sabe como criar emoticons para msn. Eu não faço a mínima idéia, bem como os poucos amigos com quem bato um esporádico papo por mensagens instantâneas – a minha sis sabe, mas ela não quer revelar o segredo para nós reles mortais, mesmo porque é bem provável que mesmo que ela me ensinasse eu continuaria dando umas batatadas. Então, é melhor assim.
Dentro desta debilidade, geramos um fenômeno bobocamente divertido: o de criar atalhos de teclado para emoticons que praticamente não existem.
Explico: por exemplo, tenho uma amiga que é apaixonada pelo Michael Palin. Na falta de emoticons de verdade que façam jus à sua beleza, temos agora o comando “barra-mike” (ou /mike), que pode representar qualquer foto de qualquer época de Palin. A partir do barra-mike, temos variações praticamente ilimitadas como /mike-de-padre, /mike-na-cozinha ou o fetiche de sua preferência. O melhor é que a imagem que passará pela cabeça de minha amiga ao ver o comando na tela muito provavelmente será diferente da minha, o que torna este um recurso de ordem subjetiva que estimula a criatividade e a imaginação dos internautas! Heh.
Outro exemplo divertido foi o que fiz com um amigo. Começou por causa de James Murphy, figura querida por nós dois. O primeiro emoticon a respeito foi o “barra-LCD” (/LCD), referência à banda do sujeito, uma figura que representaria qualquer evento/festa/show de caráter imperdível. Então, veio o “barra-James” (/james), que nada mais era que uma saudação super nerd do tipo “Que o James Murphy esteja com você”, algo bem Star Wars mesmo. Meu amigo, ao ver esse comando pela primeira vez no msn, só fez perguntar “Mas o que é isso? Vai aparecer deus tocando bongô, é?”. Não analisaremos aqui a dialética James Murphy X Deus (e o que o bongô tem a ver com isso), já que só diz respeito aos admiradores de James e/ou deus (e bongôs), mas a grande sacada é a seguinte: o trabalhão que seria fazer uma montagem de James como deus e tocando bongô só para criar um emoticon, entendeu?
Para que tanto trabalho se é tão mais fácil escrever /james e deixar que sua fértil imaginação se encarregue do resto?
Nem preciso dizer que o já citado líder do LCD Soundsystem é o recordista de comandos de emoticon que não existem, pelos motivos mais óbvios: além dele ser uma das Figuras Mais Queridas do Mundo deste modesto blog (e essa é uma lista menor do que muita gente pensa), é o tipo de cara que tem milhares de fotos que pedem para serem zoadas, digo, virarem emoticons. E assim, logo o barra-James virou retrô com a chegada do “barra-aqnuc”. Esse então, tem uma origem mais insólita ainda, que começou comigo, este meu já citado amigo e o Patrão comentando sobre o tamanho das (parafraseando Monty Python) naughty bits de nosso homenageado. Conspiraram que poderia ter sido caxumba que “ele pegou e desceu”, ou então que ele não usava cueca. Ou que era grande mesmo, por quê não? Das opções dadas, ficamos com a “mais amena” (ou sei lá, é tudo tão uma questão de ponto-de-vista, hihi) e criamos o barra-aquele-que-não-usa-cueca (/aqnuc), que é muito mais interessante que o /james, uma vez que é mais que um mero “Que o James Murphy esteja com você” – é um “Que o James Murphy esteja com você SEM CUECA”. Ui.
Ok, ok, vou parar com essa sem-vergonhice por aqui. Mas uma coisa é fato: se uma imagem vale mais que mil palavras, o atalho certo vale mais que muuuuitas imagens! :D
"Party on, Wayne!
Party on, Garth!"
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sábado, junho 07, 2008

Pat Mahoney... já coloquei aqui que para mim ele é um dos bateristas mais legais do mundo hoje? Só ele consegue ser tão careca-cabeludo, esquisito, ter bom gosto para camisas Lacoste e óculos escuros, arrebentar com a bateria e ser compadre do James! \o/ hahahahahahaha
E já é a segunda foto do Pat aqui nesse modesto blogue... quem manda ele ser legal e tirar ótimas fotos e/ou fotos bem-acompanhado?!?!
*
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Nhé, mais uma semana de blogueio criativo. Tô de bode.
E a receita para animar esta que vos digita é bem fácil, desde que ela tenha acesso à uma banda larga rápida o bastante para encarar video-streaming - e isso é mais difícil do que se imagina, mas...
Olha que coisa mais linda e mais cheia de graça (?!?!?!?!)...
Ver o homem cantando gribado e ainda assim arrasando na gritaria, dando entrevista e falando besteira com a cara mais séria, dançando de forma engraçadíssima apertado num estúdio de rádio, e fazendo caretas e sorrisinhos quando se dá conta de que está no ar... E, como se não bastasse, tem a Nancy Whang (já coloquei aqui que eu adoro a Nancy? Ela é estilosa, dá gritos legais e engraçados, toca os teclados mais nerd do mundo e é comadre do James!:P) e uma versão de "All my Friends" que TALVEZ seja melhor que a do disco! Ah, isso vale os seis reais de lan house no fim do dia!...
Ninguém sabe como salvar isso não? Pelamor...DELE!
haha
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